Todos eles

Confesso que nunca fui boa em me auto descrever e muitas vezes, em descrever outras pessoas ou fatos.
Mas ele, ou melhor, eles, conseguem me tirar toda a atenção para que eu possa descrevê-los a partir de todas sensações sentidas, sentimentos e experiências.
Poderia começar falando de tais experiências junto à mim, contudo, sinto a necessidade em dizer quem são e o porquê me desperta sensações inexplicáveis a cada dia.

Poderia começar pelo melhor de todos, a junção de todas as caracteríscas encantadoras em uma só pessoa, porém, prefiro começar pelo meu grande amigo Peter, ou poft, como quiser.
Peter, talvez o sobrenome Pan ou malvado como diria se estivesse por aqui, anseia uma vontade de viver -e não crescer- na qual nos encanta, provido de idéias malucas, a sede de viver é evidente a cada dia, a cada conversa engraçada, piadas bobas e inteligentes, e toda sua alegria cotidiana. Escreve como um filósofo alemão, e como escreve.
Peter é uma criança que não quer crescer, quer beber da vida como se fosse seu primeiro dia, o dia em que pôs os pés no solo e caminhou em busca de seus sonhos.

De vez em quando me aparece o Martins, ou Oliveira.
Ah, este eu tenho que levantar e aplaudí-lo de pé. Martins é o tipo de cara que senta em uma mesa de bar e te explica coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar, sobre política, religião e tudo o que aprende e conhece. Eu diria munido, com suas cervejas, não há ruído que se torne silêncioso quando Martins quer expressar suas aventuras, histórias e estórias.
Amigão, pensador, escritor, consegue diferenciar amor de paixão, tesão de atração.
Martins é quem eu procuro em uma tarde de sábado, para sentar em um bar e discutir sobre idéias loucas, e sabe, são bem parecidas com as de Peter.

Jamais poderia esquecer de comentar sobre o DigitalBoy.
DigitalBoy é meu outro amigo, traz consigo uma frase que diz mais ou menos assim: “Sim, é este o fio a me enforcar em meu pior medo, chuva lá fora trás o peso dos corpos que não couberam em minha cruz, clarões sem luz…”.
Escreve suas histórias com ênfases encantadoras que arrepiam o corpo até o último fio de cabelo, segue a vida como uma melodia cantada, ou berrada.
A sede de viver, presente em Peter e Martins, o acompanha a cada texto escrito, e deposita todo seu sentimento passado em textos e poemas, pois só assim, consegue ter paz interior.

O último deles, e o melhor, se chama simplesmente Rodrigo.
Sabe aquele em que citei ser a junção de todas as caracteríscas encantadoras? Sim, é ele, Rodrigo Martins Oliveira, codinome Peter/Poft, o digitalboy das memórias do nunca.
Companheiro em qualquer hora, amante encantador, menino e homem a qualquer momento, filho e pai ao mesmo tempo.
Descrevê-lo por inteiro é meu maior desafio, porém, o que sinto não se compara com tudo o que descrevi. É amor, simplesmente.
Um camaleão poderia assim dizer, e uma vida pronta para viver.
O pra sempre nunca existiu, contudo, até o fim de minha vida, quero continuar junto a estes homens e meninos incríveis, dos quais compartilhei cada momento louco de minha vida.
Perante aos meus sentimentos e vivências com cada um, só tenho uma coisa a dizer: Eu amo todos vocês.

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